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A imprensa e os hackers
Busca de informação Voltemos à afirmativa do nosso ingênuo repórter. Piratas não se dedicam principalmente a invadir sites da Internet. Pelos menos não no sentido dado na reportagem, de colocação de mensagens ofensivas em substituição às páginas do site. O motor tanto de micreiros quanto de piratas é a busca de informação. A diferença entre os dois grupos está no uso que cada um faz dessa informação. A maior parte das ações dos piratas, portanto, está na busca de informações que possam lhes render algo, principalmente em termos financeiros. Há piratas que roubam números de cartões de crédito, outros roubam informações pessoais para venda, outros fazem espionagem industrial ou comercial. Ninguém deve se iludir: há mercado para todas essas informações. Dentre esses mercados-negros, um dos mais vibrantes é o de informações pessoais. Arquivos com milhares de nomes são encontrados todos os dias nos classificados dos jornais. Você não imagina que alguém conheça todas as pessoas daquela lista e ficou digitando tudo aquilo, não é mesmo? E não é difícil obter bem mais do que o endereço eletrônico em computadores invadidos. Por exemplo: a maioria dos usuários usa o sistema operacional Windows. Esse sistema possui um arquivo de troca de dados, para simular a existência de mais memória do que o sistema realmente possui; esse mecanismo é bastante eficiente e otimiza o uso dos recursos disponíveis. Ocorre que quase tudo o que o usuário faz no micro fica de alguma maneira registrada nesse arquivo. Como ele é um arquivo bastante grande, cabem muitas informações lá. Uma análise cuidadosa dele revela muitas coisas "interessantes", como lugares mais visitados na Internet, mensagens, textos digitados e até senhas. E o usuário nem fica sabendo que teve seu micro invadido. Há sites especializados em divulgar números de série de programas comerciais. Outros em divulgar senhas de sites pagos. Enfim, mentes perversas sempre encontram o crime que lhes corrompe. Vários micreiros dedicam-se a encontrar furos em programa, comerciais ou não. E, quando encontram, divulgam-nos o mais rapidamente possível. Desta forma alertados, os usuários podem se precaver. Caso o furo não seja divulgado, um pirata, que também detém conhecimentos semelhantes aos do micreiro, poderá descobrí-lo e prejudicar um sem número de usuários incautos. A maior preocupação dos micreiros está justamente nos programas de conexão, que podem deixar desprotegidos os micros dos usuários.
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