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A imprensa e os hackers
Micreiros e hackers Um meio de comunicação respeitado aparece então e diz que os micreiros são piratas. Micreiros são pessoas que estudam, que aprendem, que constroem e que ensinam aos outros o que aprenderam; e que dividem com os outros o que construíram. E os piratas? Piratas são piratas mesmo: são pessoas destrutivas, que não conseguem dar uma contribuição e, então, se dedicam a destruir o que os outros fizeram. Em inglês, o termo para pirata é "cracker", um destruidor. Em português, o termo pirata traduz melhor o conceito, principalmente por já ser bastante difundido como representando uma pessoa que rouba programas de computador. Micreiros não são piratas, assim como guardas não são assassinos por portarem armas. Ambos possuem o mesmo equipamento: cada um deles, guardas e assassinos, usam esse equipamento conforme seus propósitos, diametralmente opostos. Micreiros e piratas também possuem o mesmo arsenal. Conhecem bem a tecnologia que faz a informática. E é por isso mesmo que todos os micreiros acreditam piamente na necessidade de total difusão do conhecimento. O conhecimento não pode estar na mente de poucos, já que alguns desses poucos podem resolver fazer mal uso dele. Quanto mais educado for o público, menor a chance de que os piratas tenham sucesso em seus crimes. Se não concordassem com a essência dessa postura, provavelmente os jornalistas parariam imediatamente de noticiar crimes e falcatruas: afinal, "se mais alguém ficar sabendo, poderá querer fazer também".
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