
Disco virtual
Jussara e eu acabamos de voltar de uma semana em Monte Verde. Fica no
sul de Minas Gerais, a 1.600 metros de altitude. Menos badalado e mais
bucólico do que Campos do Jordão; o paraíso para quem quer descansar.
Pelo a menos a mente, já que subimos a montanha três vezes, até o Pico
do Selado, que fica a 2.083 metros de altitude (esse é o dado oficial;
meu altímetro só marcou 2.060.)
Mas nem tudo é descanso e, mesmo em Monte Verde, eu precisei continuar
enviando artigos pela Internet. Sem muitos problemas: escolhi um hotel
que oferecia o serviço de acesso à rede e lá fui eu, munido de um CD e
alguns disquetes (por precaução).
Não houve precaução que desse jeito. O computador do hotel que acessa a
Internet não tinha drive de CD, nem drive de disquete, nem drive nenhum;
muito muito acesso à rede interna do hotel.
Fui salvo por um disco virtual do meu provedor. Fui até um escritório
que cedeu-me gentilmente o computador (com drive de disquete) e
transmiti tudo para o disco virtual. A partir do dito cujo, já de volta
ao hotel, enviava diariamente meus arquivos.
Se eu não tivesse um arquivo cheio deles, realmente diria que os
disquetes estão mortos.
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